domingo, 28 de outubro de 2012

A emigração do séc.XXI

Os historiadores do futuro quando estudarem este fenómeno em Portugal, vão certamente fazer o seguinte retracto:

-Jovens entre os 23 e os 35 anos
-Licenciados ou técnicos especializados
-Em busca de emprego e fuga ao assalto de que são vitimas por parte do Estado Português
-Partem sem intenção nenhuma de voltar
-E levam consigo o que demorou pelo menos três décadas a construir

Como diz o outro são os mercados....

domingo, 6 de maio de 2012

Quando a vida pára

Na semana passada a minha vida parou, literalmente, infelizmente a minha famlilia teve que assistir a esse episódio.

Depois de ter sentido que ia desmair, acordo no hospital e aos poucos tomo consciência que tenho um cavernoma.

Fui posta perante o desconhecido e a crua realidade que a nossa saúde é o bem mais precioso. Nestes sete dias tenho tentado viver para o que é realmente importante. Mas o medo a expectativa estão cá, até ter todas as certezas.

O SNS portou-se bem, até certo ponto! Até me deparar com um neurocirurgião que não olhou para a pessoa, foi técnico e não humano. Infelizmente são estes os profissionais que estamos a formar. Exigimos médias altissimas que só se conseguem se não houver vida social, como há pouco tempo o reitor da Universidade do Porto comentou " tenho excelentes investigadores, mas nenhum excelente médico". Eu constatei essa realidade.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os ausentes

Sobre as ausências das comemorações do 25 de Abril, muito se tem dito. Daniel Oliveira escreve, e muito bem, sobre o assunto: http://arrastao.org/2515051.html. Para mim e para muitos que prezam e respeitam a data, essas ausências foram mais do que mil palavras, mais do que muitos discursos poderiam ter dito. Foi o reconhecimento da degradação do sistema democrático por figuras com papel activo na mudança de regime. Aos senhores que se sentaram na assembleia de cravo ao peito e tiveram a coragem de criticar e encher a boca com palavras vãs, gostaria de perguntar: aonde estavam no 25 de abril? E de que lado?

Isto irá - por Rui Tavares

A ler, uma crónica sentida e cheia de esperança.

38 anos depois

Caminhamos inversamente para os ideais de Abril. Explicar a importância da revolução aos meus filhos e constatar que estamos a fazer a rota inversa, deixa-me consternada. Tenho cada vez mais vontade de ter uma participação mais activa na sociedade, mas olho para os políticos e para o que defendem e não me identifico com nada. Secalhar devemos todos fazer uma reflexão e unirmo-nos mais que nunca numa alternativa que leve o país a sair da situação pantanosa em que meia dúzi de mal eleitos nos enfiaram nas últimas décadas.
E é neste contexto que mais me identifico com movimentos que vão surgindo na sociedade civil e acredito que serão estes que poderão ser a solução que tanto  buscamos.

A partida de um homem íntegro

A morte de Miguel Portas chocou-me, tinha um grande apreço por este homem. Pelo que ele defendia, pela sua postura e pelo que ainda tinha para dar à sociedade. Perdemos todos um homem de bem!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia do livro

Tenho paixão por ler, desfolhar, viajar, sonhar, meditar, pensar... tanta coisa nos proporciona um livro.

Nunca tive e não tenho, poder económico que me permita comprar os que gostaria. Em criança tinha no máximo 4 livros de histórias, que li e reli. Em adolescente o meu padrasto dispunha de uma colecção jeitosa de livros, que me permitiu ler várias obras e estilos, e sonhar muito. Infelizmente as minhas irmãs emprestadas não partilhavam do mesmo gosto, para mim é sempre uma tristeza ver alguém que não gosta de ler.

Em adulta sempre que posso compro livros para os meus filhos. O mais velho tem de ser icentivado a ler, e apesar de lhe ter começado a ler desde bébé, ainda não descobriu o verdadeiro gosto pelas palavras. Tenho experimentado de tudo, porque partilho a ideia de muitos: "mais vale um mau livro, do que nenhum". Mas não está fácil, apesar de já ter começado a interessar-se pelas aventuras da Isabel Alçada.

Mas ontem a ouvir a Alice Vieira fiquei, ou melhor, renasceu a vontade de ler " Rosa...minha irmã Rosa".