terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Memórias das campanhas eleitorais

Na minha memória estão sempre muito presentes as campanhas eleitorais da minha infância. Participava activamente, apesar da idade. Cedo me habituei aos cartazes e à euforia do dia da eleição. Talvez por isso, hoje    me interesse tanto pela política. E com pena, constato que não incuto suficientemente esse interesse de cidadania nos meus filhos. Se calhar porque os políticos de hoje não são os mesmos de há 20 e muitos anos, veio o descrédito e o desinteresse. Mas continuo a defender a ideia que é nosso dever enquanto cidadãos votar em consciência, porque é essa a ferramenta que temos para mudar ou para melhorar. Não temos o direito de pisar o que outras gerações fizeram pela nossa, não podemos desperdiçar esse direito.

Mas voltando ao passado, sendo os meus pais simpatizantes de determinado partido, lá ia eu por arrasto espalhar cola ( farinha com água) nos cartazes e até colá-los na parede de minha casa. Na lapela trazia sempre autocolantes. E se havia vitória no dia D, tínhamos de ir para a rua comemorar. Resta relembrar que tudo isto se passava numa pequena aldeia da Beira, nos inicio dos anos 80.

Hoje não espalho cartazes, não intervenho em nenhuma campanha e muito menos vou para a rua. Durante a campanha, vou ouvindo, vou expressando o meu desagrado. No dia D  vou votar e depois aguardo com expectativa. Em caso de vitória a expectativa mantém-se, o mundo, as pessoas, os políticos mudam depressa demais. E o poder é um forte catalisador para essa mudança.


CHAM - FCSH

Ciclo de Conferências
Oceano de Histórias. Novos caminhos da história do Atlântico
Angelo Cattaneo
CHAM
Os Açores na convergência das rotas mundiais c. 1600
21 de Janeiro de 2011 – 18:00h – Palácio Bettencourt (Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo)

Organização: 
CHAM - Centro de História de Além-Mar, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e 
Universidade dos Açores
BPARAH - Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O que falta a Cavaco Silva

Cavaco Silva muito provavelmente vai ser reeleito. Assumo que não é o meu candidato, como tal a sua reeleição é um erro que iremos pagar no futuro próximo.

A sua campanha não traz dinamismo, não traz debate, não traz para a opinião pública como irá ser o seu mandato. Soa a  oco, palavras traçadas a régua e esquadro, para evitar o compromisso.

Gostaria que o presidente de todos nós, passasse mais dinamismo, representasse uma imagem mais inovadora do nosso país. Olhando para o casal vem-me à cabeça: fado, a nossa senhora e o Portugal do emigrante da mala de cartão.

Professores

Ser professor é uma profissão exigente, seja de que nível de ensino, estão a incutir conhecimento e esse conhecimento deve chegar a todos os alunos da turma. Apesar de nem todos reterem ou estarem interessados em reter a informação.
Pelo que, é necessário o professor renovar-se constantemente, adaptar-se aos alunos, tornar o seu discurso atractivo e ser acima de tudo alguém muito atento, porque pode detectar comportamentos que podem ser corrigidos, ou marcar  uma vida com um simples gesto.
Infelizmente nem todos são assim, temos aqueles que tornam as suas aulas um  calvário, tal a monotonia que criam com o seu discurso, os que "despejam" informação e não se preocupam em saber se está a ser compreendida, enfim, de maus exemplos estão as escolas cheias.

Mas temos de olhar sempre para o que é bom e positivo. No meu percurso tive de tudo, mas tive uma professora muito especial, que olhou para mim e nem sabe o quanto me ajudou e o quanto a admiro.

E actualmente continuo a falar com uma ex professora ( de há 18 anos) e aprender imensas coisas de história com ela. Em conversas super informais. 

É preciso nascer-se para...e não apenas, tornar-se em...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Trabalhar pela humanidade

Neste novo milénio, o nosso planeta está doente, e humanidade está a destruir-se. Num mundo cada vez mais isento de valores, aonde tudo é possível, as guerras continuam, as catástrofes naturais matam sem dó nem piedade ,  agudiza-se a corrupção de forma endémica, cada vez mais a fronteira entre honestidade e desonestidade é uma linha ténue. Mas, continuamos todos a olhar para o nosso umbigo, e assobiar para o lado. E falo dos sortudos que nasceram em países desenvolvidos.

Estamos cada vez mais enredados em nós e  olhamos menos para o lado. Para pessoas de carne e osso, como nós. Que sentem frio ou calor, como nós. Que têm fome e sede, como nós. Que têm direito a uma habitação condigna, como nós. Que têm direito a ter e a criar os seus filhos em condições condignas, como nós.

Ontem assisti ao programa da Catarina Furtado, e é sempre de uma brutalidade ver mães que apenas desejam ter um tecto para abrigar os seus filhos das chuvas. Crianças grávidas, porque não existe informação/prevenção , populações sem acesso a água potável, crianças sem condições de frequentarem a escola, olhar para os pés daquelas pessoas e vê-los descalços!

E desejamos com muita força fazer algo! Os portugueses são um povo generoso, mas infelizmente são gotas de água. A humanidade tem de mudar! A vontade política tem de ser maior! Os cidadãos têm o dever de lutar, de chamar à razão aos seus governantes, têm o dever de se mobilizar e exigir medidas concretas que resultem em melhores condições de vida destas populações.

E não, não é uma utopia! Porque nada é impossível. Basta cada um de nós  começar a olhar para o lado,seguir o exemplo de pessoas que dão o seu tempo, em prol destas populações.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Actividade IEM - FCSH



Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
22 de Janeiro | 10h00 – 17h00 | Edifício ID – Sala Multiusos 2


O Instituto de Estudos Medievais (IEM) informa a todos os interessados que se vai realizar no dia 22 de Janeiro o workshop sobre arquivos de família «A organização dos Arquivos Familiares à luz da Ciência da Informação: teoria e prática».


O difícil mundo empresarial!

Quando se abre uma empresa tem-se por objectivo a obtenção de lucro. No meu caso, desejava criar pelo menos dois postos de trabalho, o meu e o de outra pessoa. Ter uma empresa cumpridora e respeitadora da legislação existente. E só!
Não sonhava tornar-me capitalista!
Durante 3 anos e meio, cumpri todas as minhas obrigações. Excepto a mais importante, pagar o meu próprio salário!
Sempre na esperança que o negócio se ia tornar viável e depois acertava as minhas contas. É esta falta de objectividade e de ambição que torna o nosso tecido empresarial fraco e pouco produtivo!
Agora já sei! Mas não o aprendi no curso de gestão, aprendi-o na vida e com uma grande cabeçada na parede!