quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Será caso para preocupação?

A M. trocou a filha por duas Nancys! Passo a explicar, a miúda lá de casa sempre teve filhas. Filhas bébés, que choram, fazem xixi, cócó, têm cama ao lado da dela, precisam de biberon, de trocar fraldas, etc. Em dia de aulas ficam com a avó e precisam de muitos cuidados, embora de vez em quando sofram algumas quedas ou sejam vítimas da rajugice da mãe.

Mas este Natal foram trocadas! A Nancy enfeitiçou a rapariga, que deixou de querer ser mãe e quer andar de mota! As Barbies sempre foram para a prateleira, não a encatavam! Mas com a Nancy houve magia!

Agora o que é que eu vou fazer com as minhas supostas netas abandonadas? Cuidar eu delas? Na esperança que a mãe recupere do seu desejo de emancipação feminina ou será que a minha pequenita está a crescer? 

Ver Anexo
A tentação da abóbora...quando vejo uma, faço-lhe isto!


Um dia não são dias...

pois não! Mas quando num dia se come e abusa por 365 dias o resultado não me parace que seja bom. É uma suspeita que tenho!
E porquê? Porque comi tudo o que me pode fazer mal e em alguma quatidade, e hoje dia 26 ainda estou mal disposta!
Mas continuo a pensar e é o que vou dizer à médica: foi só um dia!

E agora Pai Natal?

Fiz a carta ao Pai Natal com o meu pedido. Para dissipar qualquer dúvida relatei o meu bom comportamento ao longo do ano. Pedi apenas um coisa! E para garantir que ele prestava atenção e levava em conta o meu pedido, terminei a carta com um ligeiro aviso. Envolvia renas e um pedaço de corpo de Pai Natal que não fica bem expôr, para bem da imagem de velhinho fofo e ternurento do senhor.

Pois bem, o Natal chegou. Meti-me na cozinha a preparar tudo o que faz mal mas que consola o paladar e a gulodice. E esperei a magia!

Estranhei não ter um pedido de NIB, mas acalentei o sonho de ter no sapatinho uma mala com o presente. Eis que quando chego a casa, já depois da meia noite para lhe dar tempo de fazer tudo como deve ser, vinda da fogueira comunitária da aldeia; não tenho no sapatinho mala, nem notas, nem moedas.

E inicio a execução do meu plano, mas olho com mais atenção para o sapatinho e vejo...vejo abraços que dão vida das quatro mãos mais fofas do mundo, beijos doces ( os mais doces do universo), vejo olhinhos brilhantes de alegria a transbordarem amor, vejo emoção da mãe quando me dá um abraço ( que quase me sufocou!), vejo o J. com uma alergia nos olhos que o fazia lacrimejar a olhar para mim e a sorrir.

E subitamente deixei de pensar em comprar a passagem de avião para a Lapónia. O meu milhão de euros foi entregue, até mais que um milhão. O que recebi foi um verdadeiro tesouro de valor incalculável, é certo que o recebo todos os anos, mas este Natal o tesouro foi ainda maior!

Pai Natal devo agradecer-te os presentes. Mas lembrar-te que quando pensas em mim deves ter sempre em atenção o último parágrafo da carta deste ano. É claro que me comprometo a ser bem comportada, mas não testes muito o meu comportamento em 2013, OK!

Obrigada e até daqui a um ano!



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

RESISTÊNCIA

Quem disse que não podemos viajar no tempo? Ontem viajei até aos meus 16/17 anos. Encontrei a miúda sonhadora e cheia de ideais que se foi perdendo com a vida.
Amei cada segundo, a banda esteve muito bem o público também.
Uma noite que não vou esquecer!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Detesto...

ouvir-me! Também é a minha voz, pareço um bocadinho esganiçada. Mas detesto ouvir-me a mim própria, ainda não aprendi a fazer e duvido que alguma vez o consiga.
Não sei deixar ir, não sei! Não sei abrir mão! Talvez por ser lutadora ou teimosa. Ou pior obcecada.
Gosto de tentar e isso tanto me faz sofrer. Mas se não tentar, fico parada a minha amiga apatia vem visitar-me. E talvez sofra ainda mais.
Por isso gosto de certezas. Gosto quando me contam o final. Porque aí sei que devo parar.