terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Uma tarde chuvosa

Ela estava sentada, toda enrolada na poltrona branca  com roupa confortável:  meias de lá, calças, t-shirt de algodão e casaco de malha por cima. Roupa de casa adequada a um dia chuvoso e frio de Outono, sem nada de especial para fazer, só descansar. Nas mãos segurava um livro, ler é uma paixão. Um livro transporta-a para outras vidas, outras realidades, outros sítios. Música, sim a música é sempre indispensável para ela descontrair, nos phones as bandas favoritas em play.

Ele deitado no sofá a dormitar.

Lá fora o tempo cinzento, a chuva a cair de forma assertiva, ela levanta os olhos e olha pela janela. Contempla a paisagem, aquela paisagem que ela tantas vezes desejou. Pelas janelas amplas, a substituírem paredes, admira o jardim, as árvores a vergarem à força do vento e ao peso da chuva e sente-se bem. Sente-se em casa, como foi difícil chegar a este estado de espírito.

 Não o ouve aproximar-se, sente só o respirar dele no pescoço, as mãos nos ombros, aquelas mãos fortes e largas que quando lhe tocam a fazem perder a força, não a deixam oferecer qualquer resistência, a fazem ser dele. Ela larga o livro, pára a música e ouve o sussurro dele ao ouvido " vem para o sofá comigo, quero-te perto de mim".  Seguem os dois de mão dada, sem palavras, deitam-se como se de uma dança se tratasse. E ficam ali, sem falar, abraçados, com a certeza de que o único sítio aonde querem estar é ali.

Mais tarde vão perder-se na boca um do outro, no corpo um do outro. Amam-se como se fosse a primeira vez. A calma que até então reinava naquela sala é  interrompida é pela loucura dos dois. Depois, bem depois o mundo volta. E cada um tem que entrar nele, o Outono ainda vai a meio e trará mais tardes para eles.

tranquilidade

é o que sinto quando ouço esta musica.

Vale a pena comprar lingerie

Compramos para nós? Ou para eles?

Preocupamos-nos tanto com a lingerie. Compramos para surpreender, para ficarmos mais apetecíveis, para  que cada peça seja tirada com desejo (gostamos que sejam arrancados à bruta e outras vezes o mais devagar possível - eu sei, somos bipolares). Mas o que é que os homens querem?

Querem encontrar a pele nua ou mais uma peça de roupa? Olham para  a lingerie? Ou vêm nela mais um entrave?

Mesmo quando estamos vestidas, como é que eles nos imaginam? Notam que estamos sem ele e sentem ainda mais desejo? Ou preferem o mistério e imaginar como vão retirar cada peça de roupa?

É verdade que nós nos vestimos para nós e para as outras mulheres. Mas e os gostos deles não deveriam contar?


O amor é violento?

Esta ideia foi roubada do blog, mas é esclarecedor sobre cuidados a ter quando se tem sexo ou se faz amor. Mas vale prevenir do que remediar?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Não ouvem bem?

O meu filho mais velho nunca faz as coisas que lhe peço, para as fazer tenho de me cansar a repeti-las. Houve tempos em que pensei que a criança não ouvia bem, mas depois de uns testes caseiros, que consistiam em perguntar-lhe coisas como " queres jogar", "queres um jogo novo" e mais uns quantos. Conclui que tem uma audição perfeita. O problema mesmo é a obediência!
Andamos de candeias às avessas e de cara feia para ele, ainda assim o puto tenta sempre testar as minhas capacidades de resistência!
Pensa que vai ganhar esta guerra. Está tão enganado!

E a outra, está a tentar fazer o mesmo. Mas já viu que as perspectivas não são auspiciosas.


Fui ver um concerto do querido Brian Adams, na praia à noite, no meio de uma cantiga e umas danças o próprio abraçou-me. Ainda me deu um autógrafo, dancei, cantei e namorei.

Bom não? Tudo isto a noite passada na minha cama e a sonhar!
Estou vazia...vazia de tudo...