sexta-feira, 4 de março de 2011

Doações de milhões

Há muitas décadas que a Líbia é governada por um ditador, dos piores. Isso não impediu que várias estrelas de renome actuassem para ele e para a sua família. A troco de uns chorudos cachets. Mas agora que a situação ganhou outros contornos, as estrelas apressaram-se a doar os mesmos cachets, para instituições de solidariedade. Será que só agora foram informadas do regime político da país? Ou é para ficar bem ?

Indiferença por Gorbatchev

Ontem o DN publicava um estudo em que a maior parte dos russos vê a figura de Gorbatchev com indiferença, notícia no dia em que completou 80 anos.

Por mim é visto com muita admiração, e sou portuguesa!

Nova cara

Nova imagem aqui do cantinho!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Carnaval

Ontem vários órgãos de comunicação, tiveram no seu alinhamento, orçamentos e finanças dos corsos carnavalescos do nosso país. Surpreendeu-me os valores envolvidos na festa, nunca tinha pensado nos montantes que aqueles desfiles abrasileirados movimentam ( a maior parte deles).

Mas é bem verdade que geram receitas e promovem as localidades, até aqui de acordo, o que não concordo é com a essência dos mesmos. Ou seja, ao factos de termos importado do Brasil o modelo de Carnaval actual, é no mínimo lamentável. O nosso clima não é o indicado, nós temos séculos de história com tradição e cultura. Preferia que fosso gasto algum desse dinheiro em pesquisa e no recuperar das nossas tradições, certamente seria promovido como turismo cultural, gerava receitas e divulgava as nossas raízes. Não temos que ir buscar nada fora, temos cá e em bom. Estamos é a esquecer e a deixar perder-se um património incalculável.

Portugueses pelo mundo - Marrocos

No último programa ( que não percebo porquê tem sempre dias diferentes de ser emitido) os portugueses estavam em Marrocos. Não fazia ideia, que Marraquexe tinha tantos portugueses, de uma classe média alta e a trabalhar no turismo, em hotéis de luxo.

 Penso que esta importação de Know How, está ligado com o facto de fazer daquela cidade um dos principais pontos turísticos do Norte de África, com turismo superior, que deixe dinheiro. E pelo que me foi dado ver e ouvir estão a fazer um trabalho meritório, mantendo a cidade e construindo de acordo com  a mesma, sem devaneios!

Penso que os nossos responsáveis pelo turismo de Portugal deviam ir a Marraquexe fazer um workshop, sobre a temática!

Que parvos que somos!

Está muito em voga a expressão, que parva que sou! Houve até um debate sobre a geração da precariedade. Pelo pouco que vi, sem substância e desprovido de algo em concreto.Não estavam representados nos intervenientes, os verdadeiros precários, os licenciados que trabalham em supermercados ou call center, etc. 
Há sempre excepções, há quem tenha a estrelinha da sorte; mas também há quem não tenha factores C, quem até tenha sido bom aluno, mas que caia nas malhas da precariedade, de empregadores que desejam ardentemente estagiários não remunerados, que depois até podem ficar na empresa mas com salários baixos ou a recibos verdes.
Ouvi um interveniente, dizer que os recibos verdes são para proteger do desemprego de longa duração. E que no resto da Europa não existem.  Dado o nosso nível de desenvolvimento comparado com os restantes parceiros europeus, diz logo muito sobre a utilidade dos recibos verdes. "Mas na Europa é mais fácil despedir", é outro argumento, pois é, mas a carga fiscal é menor logo empregar também é mais fácil!
Os centro de emprego lá funcionam, aqui não. Já tive postos de trabalho abertos e nunca me enviaram candidatos!
Lá os nível de qualificação dos cidadãos é mais elevado, aqui, parece que estudar começa a ser meio caminho andado para o desemprego. Muitos candidatos a emprego são rejeitados, por excesso de conhecimentos! O que por si só é de bradar!
Em suma, que parvos que somos! Por deixarmos que esta situação tenha chegado tão longe, ao ponto de quase pagarmos para trabalhar,  com um sorriso nos lábios e de cabeça baixa!

Moção de censura

Reconheço a minha ignorância sobre moções de censura, ao contrário do que afirma Francisco Louçã, pensava que o seu objectivo era retirar o  governo do poder. Pelo que percebi funcionam como um cartão vermelho.
Também não entendo este frenesim todo à volta das mesmas, não entendo como se anuncia um mês antes uma moção de censura, não entendo o porquê de o fazer no actual estado do país, não entendo o porquê de Alberto João Jardim desejar  que o seu partido  devia ter apresentado uma há uns meses( para termos governo PSD). Ou melhor, este último ponto até percebo, numa altura em que Teixeira dos Santos ameaça com novas medidas de austeridade, há sempre a hipótese de as mesmas recaírem nos financiamentos destinados às regiões autónomas!
Isto tudo para concluir que este debate é oco e desprovido de qualquer substância ou interesse. O foco dos políticos devia estar centrado em unir esforços para ajudar o país a ultrapassar esta fase. Com propostas concretas e realistas.